terça-feira, 5 de outubro de 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Tô pagano! A lenda!

A Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e cultura (UNESCO), convocou em 1950 e 1998 a Associação Internacional de Universidades, que estipulou três princípios indissociáveis pelos quais todas as Universidades deveriam nortear-se. A saber:


- O direito de buscar conhecimento por si mesmo e de perseguí-lo até onde a procura da verdade possa conduzir;

- A tolerância em relação a opiniões divergentes e a liberdade em face de qualquer interferência política;

- A obrigação, enquanto instituição social, de promover, mediante o ensino e a pesquisa, os princípios de liberdade e justiça, dignidade humana e solidariedade, e de desenvolver ajuda mútua, material e moral, em nível internacional.

São inerentes à Ética universitária o direito à pesquisa, o pluralismo, a tolerância, a autonomia em relação aos poderes políticos, bem como o dever de promover os princípios de liberdade, justiça, dignidade humana e solidariedade.

A Universidade deve sempre agir e se manifestar a favor da defesa e da promoção dos direitos humanos, aí incluídos os direitos individuais e liberdades públicas, os direitos sociais, econômicos e culturais e os direitos da humanidade.

Ao pensar sobre esses direcionamentos concluímos que em dias como os de hoje em que direitos humanos, tolerância, liberdade, e outras expressões similares estão tão em moda e inerentes a quaisquer discursos de cunho sócio econômico cultural; em que vivemos políticas públicas de pseudo-isonomia educacional como cotas, esquecendo as intermináveis colocações que esse exemplo levaria; em que os questionamentos mundiais sobre desigualdades e intolerâncias são usuais, como por exemplo, as existentes entre china e Tibete; onde exemplos de pessoas apedrejadas nos remetem ao Afeganistão ou à Bíblia; não há espaço para atitudes grotescas, de extrema intolerância com o que se deve ou não vestir, de histeria coletiva absurdamente incoerente, num país democrático e muito menos num ambiente de uma instituição onde as três primeiras letras de seu nome fantasia significam Universidade.

Na construção do projeto pedagógico de uma instituição de ensino superior, pública ou privada, com ou sem fins lucrativos, deve predominar o fio condutor delineado pela UNESCO. Outrossim, as tensões externas, institucionais e práticas, influenciam sobremaneira em seu plano de ação. É também sabido que a influência de fatores cognitivos, afetivos e sociais são preponderantes e essenciais no aprendizado, fazendo com que um ambiente agradável, respeitoso e intelectualmente saudável seja indispensável para o aluno conseguir transpor obstáculos e caminhar no sentido terra espaço passando pelas esferas da memorização, do reconhecimento, do relacionamento, da aplicação, da reflexão e finalmente chegar à esfera da teorização.

Um acadêmico deve ser íntegro, corajoso e perseverante em seus projetos. Lembrando que integridade também retrata a inter-relação com o outro. Fato importantíssimo para apontar desvios comportamentais e evidenciar diferenças entre o discurso e a prática. No tocante à inteligência humana livre e criativa, não há obediência cega a ações pré estabelecidas, sendo este o caso dos animais. Seria então a histeria animalesca e coletiva abordada anteriormente, o inicio de uma ação viral como ocorrido em “A lenda”? Animais, bestas feras, reagem dessa maneira, sem a capacidade de perceber e assimilar seus próprios estímulos dando-lhes um significado. Lembrando que a percepção, de acordo com Thurstone, é uma das sete habilidades mentais primárias.

Outras destas habilidades seriam a verbalização, a fluência e o raciocínio lógico, que muitas vezes nos levam a argumentar e lutar por ideais que acreditamos serem justos, dentro de valores obviamente humanitários, e que nos levariam a algum tipo de melhoria em nossa condição atual. Não uma melhoria facilitadora da mediocridade, mas algo que nos traga um reforço no caminho daqueles valores anteriormente expostos pela UNESCO. Não é uma idéia compatível com tais princípios, por exemplo, uma mudança na forma de obtenção de um sistema de notas em uma Universidade, com o objetivo de que a quantificação fique incoerente com os aspectos qualitativos, de sorte que um mínimo de esforço reflita num ótimo rendimento. Muito menos coerente é a idéia fascista de que quem não concordar com tal mudança, não quiser participar de uma reação animalesca e tentar se retirar, merece ser desrespeitado, humilhado e espancado. Mas, Will Smith sabia que não deveria sair à noite e mais ainda, se fosse impedido de passar por cones de plástico não deveria preocupar-se em retirá-los, em não destruí-los, não deveria importar-se com o que poderia acontecer com seu carro, ou em ter atitudes que pudessem ser mal interpretadas. Oh! Que absurdo! Destruiu os cones... . Will Smith não esqueceria que os “animais” estavam soltos e se o pegassem, o retirariam do carro, o espancariam e gritariam euforicamente como numa arena grega, apenas pelo prazer da violência.

Será que estamos nos últimos dias do diálogo universitário? Chegamos à total falência da palavra no ensino superior? Claro que não! Atitudes de certos grupos, de nichos nazistas, não podem ser generalizadas. Na antítese à entropia, nossa razão vital nos fará acordar e voltar à ordem, ao diálogo, à palavra. Toda instituição tem nuas normas. Nas instituições de ensino as ações normativas consentidas e legítimas são importantes e necessárias. Elas são a base de algo que em nossos dias ganhou uma conotação que nos faz repudiá-la, rejeitá-la, esquecendo de sua importância na criação da ordem: a autoridade. Jargões como: “Não ao desrespeito aos âmbitos!”, “Não à extrapolação dos limites!”, “Não à intolerância!”, são ditos hoje com paixão, garra e muita, muita violência, desrespeito, extrapolação e intolerância. Que incoerente! Que autoritário! Onde está a autoridade na educação para combater esse autoritarismo? Não acredito que as bestas feras de “nível” superior possam passar impunes a atitudes de extrema violência física e moral. Seria surreal pensar que uma “autoridade” institucional, como por exemplo, um vice-reitor, se questionado sobre quais atitudes deveriam ser tomadas frente à violência, ao desrespeito, à extrapolação dos limites, à intolerância, se caberia expulsão, respondesse que não via motivos para isso. Afinal de contas, eles tão pagano! Né Manu?! É Nois!

Um desabafo sobre tentativas e erros, sem perspectivas de sair do looping

Atualmente passamos por um processo delicado em nossas instituições de ensino, que se torna mais evidente no ensino médio e superior. A educação deveria ter o aspecto transformador sempre presente e ainda como um instrumento motivacional em uma ação conjunta educador-educando, que é inerente à própria condição humana. Contudo nos deparamos hoje, em nossas salas de aula, com uma inércia perturbadora, que parece necessitar de uma força de milhões de Newtons para causar alguma reação nesse sistema que aparentemente ficaria sem mudança até o Apocalipse. O fator cultural mostra relevante contribuição nesse ambiente onde os valores principais são os placares do brasileirão, os grupos de forró, ou o nome do barzinho da esquina.


Desde a mudança na LDB há uma década, os “antigos” objetivos específicos e gerais do ensino médio sofreram uma metamorfose, saíram do casulo, e viraram as competências e habilidades que devem ser trabalhadas com os alunos, visando uma melhor compreensão do porquê e do praquê, fazendo sempre que possível um link com nossa vida, nossas necessidades, tornando o conhecimento desenvolvido nas escolas mais próximo do dia a dia do aluno. Contudo, continuamos a escutar “por que devo aprender isso?”; “pra que devo aprender isso?”, inclusive em disciplinas como Português. Isso me faz pensar sobre os projetos de vida da maioria dos alunos que compartilham conosco parte de seus dias no decorrer dos anos letivos. Onde está a ação necessária para chegar ao projeto, como diz Hannah Arendt? Ou ainda, onde está o próprio projeto? Na verdade, conseguimos verificar a existência de projetos comuns, que infelizmente sempre retratam algo do tipo: Quero isso, se não der muito trabalho, senão fico com qualquer outra coisa.

Tanto no ensino médio como no superior, nossos alunos são exemplos de perfeitos cartesianos. Sempre colocam a culpa “lá para trás”. Talvez e muito provavelmente por influência de professores com o mesmo discurso. Contudo, quando tentamos “quebrar” essa cadeia, dizendo: “tudo bem, então vamos aprender agora, mas vocês necessitam fazer sua parte para absorver esse conhecimento, ou seja, devem trabalhá-lo em casa”, nos deparamos com outras colocações: Não tenho tempo! De qualquer forma tenho dificuldade! Não consigo aprender mesmo! Não, não, não... . Por mais que tentemos mostrar a relevância, a necessidade, dar motivação, nossa oratória esbarra num campo de força invisível dos valores de vida. Conhecimento e cultura hoje para serem importantes, devem estar associados a algum fim material, um negócio, tem que ter retorno, senão são simplesmente algum tipo de lixo intelectual, coisa de “nerd”. Vamos Habermas, ajude-nos a ajudá-los! Ficamos mais tristes ainda ao constatar que tais imediatismos prosseguem no ensino superior, em particular nas instituições privadas, onde o professor não pode exigir muito, por que o aluno não gosta de tal exigência, e assim o primeiro não ficará muito tempo ministrando aquela cadeira, já que na prática o “cliente” sempre tem razão. Triste, mas real! Aonde isso vai parar? Escuto frases como: “deixa para lá, o mercado exclui!”. Contudo, a preocupação não é essa, e sim o fato de que pessoas com esse tipo de formação, de valores, podem perpetuá-los para seus filhos, sobrinhos, netos... . E o amanhã? Ah! O amanhã a Deus pertence! Parece que só Ele mesmo para nos tirar desse looping.

Será que hoje em dia diríamos que nossos alunos perderam sua consciência humana? Nossa! Que forte! Que triste! De acordo com José Antonio Marina, isso seria ter vontade de ter vontade de aprender. Claro que a resposta a essa pergunta é não. Então o que está acontecendo? Que momento histórico de nossa educação estamos vivenciando? Escutamos sempre nossos pais dizendo: “Na minha época aprendia-se nas escolas”. Será que a cultura e os valores sociais também não eram outros?! O pro jactum individual do aluno naqueles dias não era mais claro? Pelo que escuto, as pessoas realmente se projetavam para algo, agiam, promoviam ações, tentavam alcançar seus objetivos. Óbvio que hoje ainda acontece isso, mas parece que os objetivos são mais próximos. Em vez de adquirir cultura, tanto para o factual como para a uma possível ficção, ficamos apenas com possuir o diploma de... . Como não podemos ter projetos pelos outros, a conclusão que tiro é que nossos projetos como educadores não estão compatíveis com os projetos da maioria de nossos alunos. Se nós somos os intermediadores, nesse caso quem fará esse papel? Devemos então refletir um pouco sobre quais as metas que valem? O que deve ser conservado e o que deve ser transformado? O que cultivar e o que combater? Talvez devêssemos passar de professor cidadão para professor pessoal, de acordo com a visão de Mounier. Doarmos-nos mais, compreendermos mais, aumentarmos nosso campo de responsabilidades. Como isso é algo difícil, doloroso, pois parece que já fazemos isso. Contudo, como educadores devemos ir além. A pergunta agora é: Até onde? Existem limites?

Por último gostaria de discorrer um pouco sobre o discurso e a prática pedagógica atual no sentido das imagens que fazemos do conhecimento. Será que a grande maioria dos educadores no Brasil hoje ainda não é formada de puros encanadores, preocupados em não ter “vazamentos” e fazer com que o reservatório fique bem cheio? Mas, como criticá-los se nossos governantes, nossos líderes nas Secretarias Municipais e Estaduais e no Ministério da Educação, também são na prática grandes “baldistas”, se é que existe esse termo? O mundo passa por uma pandemia, a gripe suína, e um diz de forma sensata: “Não precisa se preocupar em cumprir o conteúdo, reprojetaremos ano que vem!”, outro para mostrar que manda mais, completa: “não é assim! todas as escolas devem cumprir com seus conteúdos, sem deixar nada para o ano que vem!”. Esse último ainda quer avaliar todas as escolas de ensino médio e fundamental com um único instrumento, não importando qual o projeto pedagógico de cada uma. Diz para encher o balde, institui um indicador de essa é melhor, essa é pior, e é a maior “autoridade” da educação no Brasil, mesmo sem demonstrar responsabilidade alguma.

Na era da educação em rede, da trans, multi, intra e interdisciplinaridade, notamos que a cultura e os valores de um povo, pertencentes ao tácito na visão do iceberg do conhecimento, podem influenciar tanto positiva como negativamente o conhecimento explícito, a educação formal. De acordo com Polanyi cada um sabe mais do que acha que sabe, então espero chegar o dia de descobrirmos que sabemos lidar com os conflitos que vivenciamos em sala de aula, e confortarmos nossos corações com a resposta à pergunta inicial: como sair do looping?

Vamos malhar!!!!! Clique no link e baixe os arquivos com exercícios

http://www.4shared.com/document/2o4BkZbT/MAT.html

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Sociedade Fecal

Sociedade Fecal




Nosso formoso país, independência e proclamação, abuso e escravidão,vergonha e contestação.

Ditadura e controle, luxúria e ócio, eleição e destruição.

Os caminhos que seguiram o nosso país, em busca de um final feliz

Ao contrário, criou-se um povo individualista, que é cada vez mais consumido pelo sistema capitalista.



Princípios e valores, são cada vez mais raros,

Acensão e reconhecimento cada vez mais caros,

Cada um acha que tem o poder de julgar os outros sociais,

E, cada vez mais

Fazem o que nossos pais nos ensinaram que não se faz.



Julgar a aparência, colocar os defeitos em evidencia,

Sentir-se na eminência, na necessidade de rebaixar os outros

Para sobressair-se e sentir-se

Melhor controlado pelo sistema controlador.



Vergonha e humilhação, sinto pela nossa imensa nação.

Vergonha em compartilhar falsidade,

E humilhação de não sentir a reciprocidade de um sorriso.



O desejo de crescer sobre os outros do ser humano, imposição

De ser o maior e melhor, de ser o autor

Da obra mal sucedida de sua vida.

Seu papel social já não existe mais,

Já não é capaz de refletir o amor

De viver em paz social

De ser no mínimo,

Um ser racional.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Um Gigante Chamado Galilei

Ao pensarmos em Física, dois nomes vêm à nossa cabeça: Isaac Newton e Albert Einstein.


Mas, e seus antecessores? Newton sempre disse que enxergava longe por estar apoiado no ombro de gigantes. Quem seriam esses gigantes? Bem, um desses gigantes, que foi o maior apoio de Newton para seu trabalho, foi Galileu Galilei.

Galilei, nascido em Florença, no século XVI, foi um filósofo, matemático e grande precursor da astronomia que temos hoje. Porém, foi apenas no século seguinte que começa seu trabalho propriamente dito.

Galilei tinha 3 filhos, dois dos quais não se sabe o que lhes aconteceu, mas uma, quem foi muito estudada devido às suas trocas de cartas com o pai, foi Virgínia, mais tarde conhecida como Maria Celeste.

Por volta de 1600, havia-se descoberto uma nova função para as lentes, o "telescópio" (que ganha tal nome apenas em 1611). Galileu resolve adquirir um telescópio para fazer observações da Lua e dos outros corpos brilhantes que eram vistos à noite, mas, percebe que as lentes não alcançavam o tanto que precisava para poder observar os astros com melhor clareza. Resolve, então, aprender a polir uma lente, para que, dessa forma, ele possa montar seu próprio "telescópio". Galileu usa dessa sua invenção para fazer o que sabia de melhor: ser arrogante. E não havia assunto em que ele ficasse sem humilhar a quem quer que seja apenas por ter grau de conhecimento pouco maior na Astronomia.

É em 1609 que Galileu começa a fazer seus estudos noturnos. Fica, então, 8 semanas observando a Lua, e vê que, assim como a Terra, a Lua tem suas montanhas e vales, e não é de superfície lisa, como até então se afirmava. Mas esse não foi o marco de seu estudo astronômico. Galileu, na sétima noite de Janeiro de 1610, percebeu a presença de um corpo "atrás" da Lua: Júpiter. Então, Galileu desloca sua atenção da Lua, e passa a observar esse novo astro que por ali tinha aparecido, e percebe que este não está sozinho, mas que há 3 estrelinhas que estão alinhadas a ele. Na noite seguinte, Galilei volta a observar Júpiter, e vê que a posição das estrelinhas havia mudado e que não eram 3, mas, sim, 4!

Galilei percebe que as estrelinhas estão rondando Júpiter. Começa então a indagar se a visão copernicana estava correta: os corpos celestes circundam a Terra, ou os corpos celestes, incluindo a Terra, rondam o Sol? Essa era uma visão que não era aceita pela igreja, pelo fato de que a Terra se encontrava na borda do Universo, tendo os planetas rodando em volta da mesma, abaixo dela havia o Inferno e um caminho se desenvolveria para cima, levando aos céus. Logicamente, para que a Igreja mantivesse esta visão, estudiosos, como Giordano Brunno, o padre; foram queimados na fogueira.

Galilei percebe que, se pudesse ter algum tipo de suporte, tanto financeiro quanto moral, ele poderia concluir seu trabalho em astronomia. Resolve, então, em um ato inteiramente de interesses, nomear as 4 luas de Júpiter após cada um dos 4 Médici vigentes. Sendo assim, manda uma carta para os Médici, explicando seu estudo, dizendo ter nomeado as luas após os Médici e pedindo algum tipo de suporte.

Após algum tempo, Galilei recebe uma carta na qual este é convidado para morar no palácio dos Médici, e a ser Filósofo e Matemático de Toscana. Galileu, para não abandonar sua filha, Virgínia, a coloca em um convento, no qual ela aceita a palavra divina e vira Irmã Maria Celeste (diz-se que o nome deve-se ao fato de seu pai estudar os céus, portanto, Celeste). Virgínia, é uma filha tão dedicada que, mesmo estando no convento, ela se preocupava com o pai, escrevendo-lhe, mandando-lhe tudo aquilo que ele precisava, mesmo estando no palácio Médici.
Galileu recebeu patrocínio dos Médici e quis comprovar a teoria copernicana de que a Terra girava em torno do Sol. A concepção era vista como maluca por dois motivos:

- A Terra está parada, senão tudo estaria voando pelos ares;
- Deus colocou a Terra no centro do Universo, para que os corpos celestes a orbitem.

Galileu, por si próprio, era um italiano tipicamente católico, dizendo verdadeiramente acreditar na palavra de Deus e que tudo na Bíblia está correto, mas que não necessariamente foi entendido corretamente pelos teólogos. Diz ele que a Bíblia é fonte de verdade, mas não é um bom livro de Astronomia.

Voltando aos estudos sobre Copérnico, Galileu, estava desafiando os dogmas do catolicismo e, aqueles que o faziam, eram considerados hereges. Para que isso não acontecesse, Galilei teria de provar que a Terra estava em movimento que e que está orbitava o Sol. Foi através da carta de um outro observador do céu noturno, que Galilei obteve o que seria o princípio de uma resposta: Vênus.

Vênus era um dos planetas que, assim como a Lua, era visto de acordo com suas fases. Galileu se aprofunda e, considerando o sistema copernicano, percebe que se Vênus, assim como a Terra, orbitasse o Sol, e estivesse mais próximo deste do que a Terra, ele não seria visualizado quando estivesse exatamente entre a Terra e o Sol. Dessa forma, estando na sequência Sol - Vênus - Terra, apenas a parte de Vênus que estivesse "virada" para o Sol, estaria iluminada, deixando para a Terra a parte escura.

Isso não foi o suficiente para que se acreditasse na teoria copernicana.

Galilei resolve mudar o foco, e tentar entender o movimento da Terra. Para isso, propõe tal estudo:

Imagine um cavalo, um cavaleiro e uma bola de densidade alta o bastante para impedir que a bola quique no chão. Se o cavaleiro estivesse parado e, com o braço esticado, deixasse a bola cair, esta cairia ao lado do cavalo.

Agora, se o cavaleiro estivesse em movimento, junto do cavalo, ele transmitiria esse movimento, através de seu braço, que está esticado, para a bola. Ao soltá-la, ela acompanhará o movimento do sistema cavalo/cavaleiro e cairá ao lado do cavalo.

Galileu percebe que, como tudo está em movimento, não percebe-se o movimento, já que, o movimento da Terra é transmitido para nós, e não o percebemos, pois formamos um sistema Terra/nós.

Ainda não foi o suficiente para que a Igreja acreditasse em Galilei.

Um novo Papa entra em vigência, Urbano VIII, a quem Galilei considerava amigo. O papa concede ao astrônomo que publique a obra, desde que esta esteja falando hipoteticamente sobre a teoria de Copérnico. Galilei, então, publica sua obra literária, na qual busca mostrar com uma peça os conceitos astronômicos. A peça tinha 3 personagens, sendo que um deles representava o papa e um outro deveria ser o matemático que explicava o movimento dos planetas. O papa não leu o livro, mas ouviu os boatos de que o livro falava sobre heresias, e então, Galileu teve de parar de falar sobre Copérnico.
Galilei, aos 70 anos, foi intimado a prostrar-se diante de Reverendos e Cardeais contra a depravação herética a qual lhe haviam condenado. Ele garante que não mais fará estudos sobre Copérnico:

"Eu, Galileu Galilei (...) fui julgado veementemente suspeito de heresia por ter garantido e acreditado que o Sol se encontra no centro do Universo e é imóvel, e que a Terra não se localiza no centro e que se move. Dessa maneira, para remover completamente das mentes de Vossas Eminências, e de todos os cristãos fieis essa intensa suspeita (...) juro que no futuro não direi, nem defenderei oralmente, ou por escrito, essas coisas nem aquelas que me foram igualmente suspeitas."

Há quem garanta que, após esse discurso, ele tenha murmurado:

"Mas ela se move." (Referindo-se a Terra)

Galilei volta a seu trabalho já velho e vê que todo o trabalho que quando jovem lhe parecia completamente inteligível ficara complexo demais para que pudesse entender velho. Sua filha, que tanto lhe desejava o bem, morrera o que não deixou Galilei melhor, mas, sim, com a mente mais distante do trabalho. Galilei, quando jovem, havia falhado em suas tentativas de explicar o movimento da Terra. Chegou a indagar se o movimento da maré teria algo relacionado, mas nada.

Por seu estudo astronômico ter sido proibido, Galileu volta a estudar o movimento da Terra. Então, inventou um sistema de rampa, no qual colocava bolas e as observava descer. Percebeu que, na medida em que desciam, as bolas ganhavam mais velocidade, aceleravam. Tal experimento é o mesmo que se conhece sobre a Torre de Pisa, na qual ele joga duas esferas de mesmo volume e observa que ambas chegam ao solo simultaneamente. Foi essa a grande descoberta que ajudou Newton a explicar o movimento dos planetas em suas órbitas e o porquê de maçãs caírem de árvores.

"Anotem, teólogos... vocês correm o riso de um dia terem que declarar hereges aqueles que alegam, como vocês que aterra encontra-se parada." É como Galilei encerra sua última obra.

É apenas em 1992, com o papa João Paulo II, que Galileu Galilei é livrado de todos os pecados, já que o papa diz que (usando as palavras que Galilei usara em sua defesa):

"As Escrituras nunca estavam erradas, mas os teólogos poderiam ter errado na interpretação."

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Clonagem Humana.

    Em 1996 foi clonado o primeiro mamífero, a ovelha Dolly, que viveu apenas sete anos. Desde então, com os avanços científicos, a clonagem humana está cada vez mais próxima de acontecer.
   Alguns cientistas já conseguiram clonar embriões, através da substituição do núcleo de um óvulo pelo núcleo da célula de outro individuo, porém esses não conseguiram sobreviver, provavelmente devido a pequenos erros que são cometidos durante a reprogramação.
   Um dos principais motivos que os especialistas dão pra a clonagem é que um clone poderia viver sua vida mais intensamente, aproveitando desde cedo todos os seus talentos e facilidades que você só viria a descobrir na vida adulta.
   Outra possibilidade estudada é a clonagem de espécies já extintas, como o Neandertal, onde o DNA seria obtido de fósseis em excelentes condições, o que torna o processo ainda mais desafiador.


 

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

As várias faces de um mesmo Da Vinci

Nasce em pleno renascimento Leonardo da Vinci, um garoto que após 18 meses de vida, teve de morar com os avós onde recebeu uma criação harmoniosa, apoio para entrar no ateliê, e logo após na corporação dos pintores. Freqüentava cursos de filosofia, afinal, tinha prazer em aprender coisas novas.
Acusado de cometer crime de sodomia (perversão sexual com ênfase em sexo anal) junto com outros jovens a um prostituto, nasce um rumor de sua homossexualidade, que jamais foi comprovada.
Da Vinci era um grande pintor, e por suas invenções, era também um ilustríssimo engenheiro. Fora perseguido pela igreja no período que esteve em Roma por não ter suas obras aceitas pelo Papa que o desprezou em indiretas públicas. Da Vinci, dedicou-se em estudar a arte em diversas partes: Primeiramente, na perspectiva, sendo ela linear, aérea ou cromática, depois, estudou proporções anatômicas através de experiências com humanos (um dos motivos pelo qual a Igreja não apoiava Da Vinci) e em terceiro lugar, um estudo mais teórico e comparativo entre as formas artísticas (poesia e música).
Com quatro séculos de antecedência, suas invenções militares já denunciavam o que estava por vir no período de guerras. Entre tais invenções estão as máquinas mortíferas, os projéteis explosivos, a metralhadora, e o esboço de um veículo blindado, que mais pra frente seria um tanque de guerra. É considerado, portanto, não apenas um mestre na pintura, mas também um engenheiro mecânico (por desenvolver os já citados instrumentos de guerra), um engenheiro civil (por resolver problemas técnicos da catedral de Milão, que o mesmo considerava a representação de um crânio humano), e aeronáutico (por criar o pára-quedas, já utilizando a resistência do ar como benefício do ser humano).
Claro que o gênio Da Vinci não usaria isso para o mau da humanidade, mas vale a pena refletir se já naquele tempo havia este pensamento em criar armas para guerra, imagine hoje, com a tecnologia no nível que está, o poder escondido na manga das potências existentes, poder este que pode destruir o mundo, caso duvide.

Futuro não tão distante


Para todos os meus contemporanêos da década de 90, e a todos os que vibravam assistindo os Jetsons, sonhando em entrar em seu "carro voador" e voar sobre a cidade flutuante. Pois é, esse com certeza já foi o sonho de crianças de todo mundo, que assistiam e desejavam o futuro, ou de uma pessoa realmente estressada com o grande engarrafamento de sua cidade.
Porém, esse futuro pode estar mais perto do que imaginamos. A empresa Terrafugia, uma pequena empresa americana, parece ter criado o tão desejado carro voador. O carro tem o nome de Transition, o combustível é gasolina e cabe até duas pessoas , em terra, chega a 105km/h, e voando a 185km/h. O lançamento desse carro está previsto para o ano que vem, também conhecido como 2011, e o preço estimado é de US$ 194 mil. É, com certeza não é um preço tão acessivel.
Outro projeto que ronda essa área aérea,é o novo resort voador, um tipo de cruzeiro aéreo, que consiste em uma espécie de dirigivel, com os melhores e mais modernas acomodações, com grandes janelas,e que permiter você assitir a viagem inteira.O projeto desenvolvido pela Aircruse, terá aproximadamente 265 metros de altura, e comportará até 10 pessoas.Graças a ausencia da gravidade,as pessoas poderão flutuar entre as poltronas em alguns pontos da viagem.É o sonho de qualquer ser humano, que não tenha fobia de altura ou avião é claro.O preço por 5 minutos dando um volta nesse dirigível, é aproximadamente US$ 200 mil, aí nos lembramos que realmente é um sonho.O projeto está previsto para ser lançado em 2014, porém, é um projeto, e nunca podemos nos esquecer que nem sempre eles são realizados. Mas com certeza, vale a torcida e o sonho de futuro não tão distante.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010